Autonomia digital
Ontem fui assistir à defesa de tese do Daniel Lopez, que trabalha comigo no ATIC. O tema da tese dele é tele-assistência, e a relação entre o cuidado, a tecnologia e como isso re-configura o sentido de "imediatez". Ou seja, como o uso de um aparelho pendurado no pescoço que pode ser acionado para contactar uma central de apoio em caso necessidade, entra e muda a vida das pessoas idosas que utilizam esses recursos.
Por as meninas não se interessam por programação?
Faz tempo que tenho pensado nesse tema, e depois de trocar umas idéias com as meninas do luluzinha camp, queria compartilhar aqui algumas das minhas reflexões e aproveitar pra problematizar um pouco a questão. Parto de um post da danah boyd, feito em cima de um estudo sobre as expectativas profissionais e visões sobre a computação entre os jovens nos EUA. Ela resume os resultados assim:
Sobre pessoas e máquinas
A relação das máquinas com as pessoas muda as máquinas e as pessoas. As pessoas inventam novos usos, constroem novos sentidos, desenvolvem uma lógica diferente.
As máquinas se comunicam, têm seu desenho, seus recursos, mas são flexíveis, se adaptam.
A promoção da aproximação entre pessoas e computadores é uma media
ção dessa relação, que precisa trabalhar nos dois sentidos: pessoas conversando com máquinas.
Community informatics
A maioria das pesquisas qualitativas sobre inclusão digital, especificamente telecentros, costuma focar-se quase exclusivamente no espaço da sala de informática. Apesar do recorrente discurso sobre a importância da comunidade na difusão das novas tecnologias, os estudos que levam em consideração a realidade local são ainda poucos.


