Li um texto interessante ontem, sobre o paradoxo da web 2.0: resumidamente, a história é que sites de hospedagem e transmissão de conteúdo, e redes sociais, tem uma grande parte de seus usuários em países em desenvolvimento. ou seja, a maior parte da grana que eles gastam em banda e em servidores é para suprir uma demanda que vem desses países, sendo que a infra é cara – mais cara que nos paises desenvolvidos.
O problema é que esses sites, que oferecem serviço gratuito, se sustentam na base da propaganda: os anunciantes colocam ads nos sites, que acabam por pagar pelos custos de manter o serviço no ar. só que os anunciantes estão mais interessados nos consumidores que – bem – consomem, ou seja, usuários dos países desenvolvidos... isso acaba por criar o tal do paradoxo lá do primeiro parágrafo, que na prática ameaça a sustentabilidade do que é essa web gratuita e aberta pro pessoal do sul.
Daí semana passada, uma amiga me disse também quando você cria uma conta no Hotmail, se você coloca que está na Espanha, ao invés de em algum pais da América do Sul, tem mais espaço.
E como fica a inclusão digital nesse contexto? Fico sempre pensando que nossa visão (de quem tá trabalhando no campo) é meio limitada... Não adianta só ensinar o pessoal a usar... inclusão digital não é só todo mundo saber entrar no orkut – assim como saber escrever, pura e simplesmente, não garante inclusão em nada... fazer redes, mas também ter o conteúdo produzido, quando vamos começar a nos preocupar com isso “de novo”?


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