Cara nova
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Já fazia algum tempo que os planos de melhorar o site da MetaReciclagem estavam patinando. Como estamos planejando retomar em breve as conversas sobre MicroReciclagem e vamos precisar implementar algumas ferramentas novas por aqui, resolvi dar uma acelerada nas coisas hoje. O sistema e um monte de módulos estavam indecentemente desatualizados, incluindo algumas atualizações críticas de segurança.
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Public Interest in ICT4D: Web Search and News Statistics
A previous blog entry on publication of ICT4D research through academic outlets suggested that the field was growing fast. In this entry, I look at ICT4D on the web and in the news, and draw some slightly more downbeat conclusions. These must be taken with a strong pinch of salt because the data looks somewhat cronky. But what can Google Analytics tell us about ICT4D?
As a search term “ict4d” is insufficiently used to show up in Google Trends but it will appear in Google Insights to produce the following chart and table of web search interest over time:
Year 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 (part) Average 47.7 48.4 49.5 41.3 38.9 37.3 35.8
This suggests a peak of interest in ICT4D as a search term in 2006, and a small but steady decline thereafter. A conclusion only slightly undermined by the fact that it records 100% of searches coming from the US; and the fact that the graph was a somewhat (though not greatly) different shape when I looked at it yesterday.
In any case, Google Insights data is just relative to the recorded peak of “100″. For a guide to absolute search levels, Google Adwords suggests a global average of 5,400 searches per month using “ict4d” during mid-2009 to mid-2010 (for all countries, in English). (For comparison, “ictd” scores 2,900 (though a bit messed-up because ictd can mean things like “implantable cardiac therapy device”), and “development informatics” scores 1,300.) And just in case you want to feel bad about ICT4D as your chosen field, “e-government” scores 200,000 monthly searches even though it is, like, sooo 20th century as a concept. (A joke, by the way, just in case you were considering buying my e-Gov textbook!) I did the same search some months back: the monthly average for 2009 alone was about half the figures shown here suggesting an increase in ICT4D search activity in 2010.
Lastly we can track ICT4D and related items recorded in Google News:
Year 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 (est.) “ict4d” news items 0 12 1 9 5 11 8 10 18 “ict” and “developing countries” news items 0 107 73 109 109 97 82 103 129 “broadband” and “developing countries” news items 24 42 67 76 147 119 125 125 150 “mobile” and “developing countries” news items 121 187 188 249 384 475 480 470 657
Looking at the individual news items recorded, there is some evidence of a WSIS effect creating mini-peaks in 2003 and 2005. In general, the level of news items seems to have been fairly steady since 2006/2007 – it remains to be seen if the extrapolations for 2010 (showing a significant increase in interest) are borne out.
Overall conclusions are as follows:
- The base of data that Google Analytics provides is too small and uncertain to draw any strong conclusions.
- Since its first appearance around 2003 “ict4d” has been very useful for those in the field, but it has not really made it into the mainstream: something worth bearing in mind when trying to write for a mainstream audience. News stories and searches more often use broader terms (as another exemplar, of the top 40 search terms used to find items on this blog, only 6 contain the term “ict4d”).
- The rapid recent rise in academic publication on ICT4D is not mirrored here. There are some signs of a small peak of interest in the mid-2000s, but that might be exceeded in 2010, and the broader picture is one of fairly steady interest in ICT4D as a news and web search item during the latter half of the 2000s.
But maybe someone with better knowledge of Google stats will proffer some other conclusions . . .
Cidades Digitais
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Escrevi um post no blog Ubalab sobre algumas relações entre MetaReciclagem, cidades digitais, ciência de bairro e outras coisas. Redelabs entrou na conversa como uma articulação bem-vinda entre diferentes áreas, e que pode ajudar a encontrar respostas. O post está disponível em:
http://ubalab.org/blog/metareciclando-cidades-digitais
MetaReciclando as cidades digitais
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Participei recentemente de um seminário sobre Cidades Digitais, organizado pela Unesp de Araraquara e realizado no SESC daquela cidade. Foi uma boa oportunidade para aprofundar algumas reflexões que já andei esboçando nos últimos tempos. Minha apresentação transformou-se no texto abaixo. A primeira parte não tem muita novidade, mas pode ser interessante pra quem está conhecendo a MetaReciclagem agora. Os slides da apresentação estão disponíveis no scribd.
Esse post faz parte da blogagem coletiva de inverno do Mutgamb, inspirado por Pozimi.
Iluminismo do século XXI
Glerm compartilhou esse post do boingboing com mais um vídeo da série RSA Animate (ilustrado pela cognitive media): iluminismo do século XXI.
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moinho de holambra
Cidades Digitais - Araraquara
Semana passada fui a Araraquara participar do debate sobre "Experiências Democráticas de Acesso à Rede" no segundo seminário sobre Cidades Digitais, organizado pelo departamento de Administração Pública da Unesp no SESC Araraquara. O debate seria moderado por Cássio Quitério, do SESC, e também contaria com Claudio Prado, que infelizmente não pôde estar presente.
Enquanto cruzava quase 500km do interior de São Paulo, fiquei pensando no que ia apresentar por lá. Me chamaram para falar sobre a MetaReciclagem, mas eu queria (uma vez mais) extrapolar a pequena gavetinha em que muitas vezes tentam nos enquadrar - inclusão digital, computadores, etc. - e tentar traçar paralelos mais aprofundados entre as bases da MetaReciclagem e uma possível apropriação crítica do discurso das cidades digitais. Fiquei um pedaço da madrugada anterior ao evento elaborando essas analogias e preparando uns slides. Chamei de "MetaReciclando as Cidades Digitais".
Cheguei quase uma hora antes do debate, conheci as instalações do SESC Araraquara - infra legal, piscinas e tudo mais -, encontrei o pessoal. Claudio Prado seria substituído pelo Tico, um jornalista da região que está fazendo alguns projetos de comunicação e educação.
O debate rolou tranquilo, e entrou no tempo da atividade seguinte. Estou transformando a reflexão que ele gerou em um texto que vou publicar logo mais, junto com os slides.
No fim da tarde, fomos atrás do famoso pôr do sol de Araraquara, batizada "morada do sol". Me espantei ao saber que não havia nenhum lugar especial para assistir ao sol se pondo. Voltamos ao SESC e consegui com algum esforço fazer a fotinho que ilustra esse post.
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pôr do sol em araraquara
pôr do sol em araraquara
Escavações do passado - histórico de emails
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Tenho conversado com o Fernando tentando encontrar possibilidades pra integrar o histórico das diferentes listas de discussão que a MetaReciclagem usou ao longo dos anos (uma demanda que surgiu aqui na Infralógica). Ele chegou a encontrar alguns softwares e scripts que podem ajudar nisso, mas surgiu a dúvida sobre como manipular essas mensagens.
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AVLAB - Gambiologia - Vídeos
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Já estão disponíveis os vídeos do encontro AVLAB que eu e Maira organizamos no CCJ no mês passado, com Gera Rocha, Daniel Hora e Glauco Paiva.
AVLAB São Paulo #3 Gambiolgia - pt.01 from Centro Cultural da Espanha-AECID on Vimeo.
AVLAB São Paulo #3 Gambiologia - pt.02 from Centro Cultural da Espanha-AECID on Vimeo.
Refatorando
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Este site começou como um ambiente de testes de um projeto que estou concebendo há um par de anos para desenvolver em Ubatuba (alguma documentação dos processos que levaram a ele está disponível aqui). O projeto foi recentemente selecionado no prêmio Esporos de Cultura Digital do Ministério da Cultura (com base no texto publicado aqui). Como eu já tinha também publicado alguns posts de blog aqui, resolvi aproveitar o site e migrá-lo para um domínio próprio (ubalab.org). Ainda não sei quando vou efetivamente começar a implementar o projeto, mas já vou aproveitar pra registrar os avanços e investigações por aqui. Por enquanto, o site vai ficar com esse tema.
As investigações com mapas (sobre as quais comentei aqui) foram desativadas desse site e serão ressuscitadas em um subdomínio próprio quando chegar a hora.
Entrevista – Drew Hemment
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Drew Hemment
Continuando o post anterior (sobre o Future Everything), vai abaixo uma curtíssima entrevista que consegui fazer com Drew Hemment. Drew é diretor do festival Future Everything, que nesse ano sediou também a Glonet (global networked event) – que contou com um capítulo brasileiro junto com o Arte.Mov. Ele esteve no Brasil há alguns anos (relato aqui).
efeefe: Faz sentido chamar os projetos que o Future Everything exibe de “cultura digital experimental”? O que você acha dessa expressão e como isso se relaciona com o contexto mais amplo de como as tecnologias se inserem no mundo (em termos econômicos, artísticos, sociais, ambientais, etc.). Drew Hemment: “Cultura Digital” já foi referido anteriormente a grupos de pessoas engajando-se naquelas mídias e artes digitais que eram relativamente fáceis de distinguir da cultura não-digital. Hoje, à medida que o espaço digital se espalha para todas as áreas, é muito mais difícil identificá-lo como uma área discreta. Eu nunca usei o termo “cultura digital experimental”, mas é uma opção possível para indicar aquelas áreas do espaço digital mais amplo que incluem artistas, hackers, a borda mais interessante da comunidade de desenvolvedores, etc. efeefe: Eu sei que vocês têm experimentado com formatos bastante enredados, com particular sucesso na Glonet (conferência enredada global). Por que vocês propuseram isso? Drew Hemment: A motivação foi em primeiro lugar a sustentabilidade ambiental – reduzindo a necessidade de viagens aéres -, e em segundo lugar buscar novas maneiras de se estar conectado globalmente em uma época em que a telepresença e afins se tornaram interessantes outra vez. Os resultados podem ser vistos em nosso blog. efeefe: Que tipo de mecanismo de apoio ainda falta para propiciar a produção de experimentação cada vez mais enredada e sustentável? Por exemplo, alguns artistas demandam alternativas de financiamento que enfoquem menos em obras artísticas e mais em processos, o que possivelmente levaria a produção menos competitiva e mais cooperativa. Que papel você imagina que o governo deve ter nesse contexto? Drew Hemment: É uma pergunta difícil de responder sem transformar em um grande texto que infelizmente não posso fazer agora. Eu concordo bastante com sua afirmação. No clima econômico atual, agora é a época de ser muito empreendedor, não no sentido de buscar lucro, mas de ser inventivo em como se desenvolve e apoia projetos. É o que nós mesmos estamos tentando. Não temos todas as respostas, mas estamos definitivamente fazendo as perguntas! Pessoalmente, tendo a pensar que o financiamento público não pode ser toda a resposta… No Reino Unido o governo não se demonstrou muito bom em ver o valor da cultura DIY emergente [grassroots]. O Brasil foi (algumas vezes) melhor. Ao mesmo tempo, muitas pessoas na área valorizam sua independência. Eu gostaria de ver os governos apoiando mais essa área, apesar de, como eu falei antes, eu não ver financiamento como a resposta a tudo.Future Everything – Festivais como Laboratórios Vivos
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Contact Theatre
O Future Everything é um festival que acontece anualmente no Contact Theatre em Manchester, Inglaterra. Criado há mais de 15 anos (quando ainda se chamava Futuresonic), é um dos eventos mais importantes daquilo que estamos chamando aqui de cultura digital experimental. Eu tive a oportunidade de participar do festival em 2008 (relatos aqui e aqui) e em 2010 (aqui e aqui).
Há alguns meses Drew Hemment, diretor do festival, escreveu um post de blog contextualizando os Future Everything Labs e levantando um dos (meta-) temas da próxima edição: Festivais como Laboratórios Vivos. Traduzo um trecho abaixo:
“A melhor maneira de prever o futuro é inventá-lo”. Esta citação de 1971 do cientista da computação norte-americano Alan Kay, mencionada dentro da mostra artística do FutureEverything em 2010, captura um ethos comum na cultura digital atual. O festival FutureEverything busca “trazer o futuro para o presente”, agregando uma comunidade mundial de artistas, tecnólogxs e pensadorxs do futuro para compartilhar, inovar e inventar o futuro. O FutureEverything apresenta intervenções participativas de arte-design que constroem futuros possíveis e possibilitam que as pessoas os habitem como experiências e experimentos. Esses experimentos projetam e testam inovações na arte, sociedade e tecnologia, e geram ideias e conceitos colaborativamente. Projetos artísticos participativos no festival anteveem e experienciam transformações na sociedade ou nas tecnologias, trazendo o futuro ao presente. A perspectiva de laboratório vivo emergiu de disciplinas como a ciência computacional e o design. Ela implica tirar a pesquisa do laboratório para testar ideias e protótipos com participantes em situações da vida real. Ela vai além do simples teste com usuários, envolvendo-os na co-criação, experimentação e avaliação. O laboratório vivo do FutureEverything envolve uma visão diferente da curadoria artística, em que o curador assume o papel de disruptor, ensaiando experimentos participativos na vida urbana moderna que levam as pessoas a verem problemas de maneira diferente, e contribuírem para mudanças. Ele também tem características do pensamento de design, particularmente do design participativo. O FutureEverything combina essas influências para transformar a cidade de Manchester em um laboratório vivo, ou espaço de atuação [play space] para experimentos participativos. O festival cria um espaço no qual as pessoas podem experimentar e atuar. As atividades podem incluir obras de arte, protótipos de tecnologia, inovação social e projetos de design. Isso fica mais interessante quando é realmente colaborativo e as pessoas estão fora de seus papeis convencionais – artistas fazendo espaços sociais, comunidades criando tecnologia, tecnólogxs possibilitando que percebamos o mundo renovado. Em seu programa artístico e em sua conferência, o FutureEverything reúne artistas, curadorxs, tecnólogxs, pesquisadorxs, críticxs, futurólogxs e cientistas para descobrir as pequenas faíscas que se desdobram em novas maneiras de ver o mundo. Ele destaca mostras artísticas, oficinas, performances e intervenções, incluindo muitas estreias mundiais – transformando a cidade em um espaço para experimentação e fazendo-a viva. Adotando essa perspectiva, o FutureEverything pode inventar e testar novas alternativas provocadoras para desafios na arte, sociedade e tecnologia, e contribuir para debates internacionais na arte, na inovação social e na cultura digital.Ilhas na rede
Achei na estante virtual uma cópia do Piratas de Dados, versão em português (com péssima tradução do nome, mas enfim...) do Islands in the net, de Bruce Sterling. Estou lendo sem pressa, mas já encontrando alguns trechos interessantes, como esse diálogo entre Laura e Debra:
- Quanto maior o corpo, menor o cérebro, é essa a estratégia? - perguntou Laura. - O que aconteceu com o bom e velho princípio do dividir para governar ?
- Não se trata de política, mas de tecnologia. Não é o poder deles que nos ameaça, mas a imaginação. A criatividade vem de grupos pequenos. Foram os grupos pequenos que nos deram a luz elétrica, o automóvel, o computador pessoal. As burocracias nos deram a usina nuclear, congestionamentos de trânsito e redes de televisão. As primeiras três coisas mudaram o mundo. As outras três são apenas história.
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Alô mutirantes!
Eu criei a página de wiki PlataformasPublicacao para documentar umas pesquisas que quero começar a fazer, sobre diferentes maneiras de publicar e distribuir material.
Daqui a algumas semanas, provavelmente depois da blogagem de inverno, precisamos conversar sobre os rumos do Mutirão e planos futuros. Vamos?
BTW, quem está recebendo avisos automáticos dos posts aqui? Está funcionando direito?
Mutirão da GambiarraMudando de endereço... desculpem o incômodo
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Quem acompanha o site do Mutirão da Gambiarra pelo feed deve ter percebido que alguns posts antigos apareceram de novo hoje. É que eu estava fazendo uma atualização de segurança do drupal aqui no site, e resolvi mudar o sistema para outro servidor (deixando o slice omulu todinho pro site principal da MetaReciclagem, que já está usando muito tráfego mensal). Aproveitando o embalo, já fiz uma coisa que estava planejando havia algum tempo: registrei o domínio mutgamb.org e fiz a migração. Se tudo que eu fiz deu certo, os permalinks antigos vão continuar funcionando, e não vamos perder nada.
Problemas? Comentem aqui embaixo, por favor...
Entrevista – Alejo Duque
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Há alguns meses, durante a Lift em Genebra, conversei sobre laboratórios enredados, estratégias nômades e assuntos afins com Alejo Duque. Alejo é um artista colombiano que vive na Suíça e circula por diversos espaços de arte eletrônica, ativismo midiático e afins. Também é um colega de rede Bricolabs . Vão abaixo alguns pedaços da conversa.
Alejo Duque: Esse conceito de laboratórios em rede é muito relevante aos tempos em que vivemos. Uma boa rota para trabalhar com um grupos mais amplos do que os grupos locais. De uma maneira, se estamos conversando agora é porque já fazemos alguma coisa assim. Isso já é um laboratório em rede! Não é algo novo que vamos criar. É algo que já existe, com que já trabalhamos, que nos acompanha todo o tempo em que estamos conectados em rede. O que pode ter de novo essa aproximação? O que não existe nos modelos que já temos? efeefe: É uma questão em aberto. Há um interesse de várias áreas em fazer coisas enredadas, mas não existe uma ideia fechada nisso. Redelabs quer se perguntar exatamente isso: o que podemos propor? Ano passado, no processo do Fórum de Cultura Digital, emergiu a demanda por medialabs. Mas geralmente o que se pensa como medialab é o que se fazia dez anos atrás: estruturas. Porém hoje em dia, pelo menos nas cidades grandes, existe banda larga, os computadores e câmeras são mais baratos. Ao mesmo tempo, há centenas de projetos no Brasil que poderiam ser vistos como medialabs táticos em diferentes sentidos. O importante não é mais a estrutura, mas uma estratégia de ocupação desses espaços que já existem. A ideia agora é conceber um projeto para propor uma estratégia de rede para esses espaços. Acho importante uma coisa mais próxima ao cotidiano, mas trazendo a reflexão sobre meios eletrônicos e o tipo de cultura que se pode fazer com meios eletrônicos quando eles se hibridizam com as culturas populares. Alejo Duque: Nas sociedades latino-americanas é muito claro o apetite voraz de copiar o que acontece no restante do mundo. É essa noção específica de globalização. Estamos vendo uma cultura das empresas que produzem o imaterial. As indústrias desaparecem, e chegam os museus interativos. Se fala em melhorar o ar das cidades, criam-se bibliotecas, tem toda a questão da gentrificação que acompanha uma cultura de serviços. É um capitalismo selvagem mas muito camuflado. As pessoas que estão responsáveis por essas mudanças querem saber o que pôr nos edifícios que estão construindo. Já não querem medialabs. Há dez anos, tudo que falava em Medialab do MIT tinha muito impacto! Felizmente, hoje falam em Fablab. Eles têm que comprar as máquinas, para fazer um Fablab em seus novos edifícios. Eu venho de um lugar muito parecido com o Brasil e penso que a pequena escala em nível social é que pode efetivar mudança e construir algo maior. É na pequena escala, onde se pode trabalhar com pequenos grupos que vão se solidificando e construindo algo maior, sem dúvida. Em Medelín particularmente, em se falando de ajudar culturalmente um grupo social para gerar mudança, estão ajudando aos garotos que estão trabalhando com renderizaçao 3d e mundos sinteticos, animação, etc. Encanta a eles o caso da Nova Zelândia – onde passaram a fazer filmes para Hollywood, têm super estúdios, rendering farms, etc. Em Medelín estão tratando de motivar os jovens para que criem empresas nesse modelo. Estão querendo que Medelín vire um hub para empresas como a Pixar. A mim parece um pouco louco. efeefe: Essa coisa de outsourcing Alejo Duque: Exato. efeefe: E se descarta todo um componente cultural que é forte e pode ser fundamental hoje em dia. Tem uma reflexão que acho importante e queria saber tua opinião: no Brasil tivemos muito tempo de instabilidade política, precariedade, em que não havia infraestrutura, etc. As pessoas precisaram desenvolver um senso de criatividade cotidiana que está muito próximo da coisa de low-tech e de aproveitar os restos do processo industrial como matéria-prima de novas invenções. E agora vejo uma coisa na Europa, nos centros de mídia interessados em software livre e low tech e esse tipo de criatividade, toda a coisa de Fablabs e de fabricar em vez de comprar. Porque aí tem um processo diferente de evolução nos últimos anos – todas as pessoas se transformaram mais em consumidores do que atores, inventores, criativos. Houve uma separação entre a criatividade e a vida cotidiana. Com as novas tecnologias existe toda a relação com o sentido de inventividade cotidiana – a Gambiarra no Brasil, o termo similar na Colômbia, na Índia ["jugaad"]. E a maneira com que isso cria um tipo diferenciado de apropriação de novas tecnologias, eu acredito que leva a uma situação inversa – agora não estamos olhando pra fora e dizendo que devíamos fazer como eles, mas estamos dando o exemplo de como se apropriar das tecnologias para fazer as pessoas desenvolverem seu potencial de criatividade e inventividade. Queria saber da tua experiência com os medialabs da Europa nessa questão da criatividade cotidiana que a gente tem e que agora está sendo interessante também nos países desenvolvidos. Alejo Duque: É interessante que estejam valorizando muito mais esse tipo de aproximação à tecnologia. Pra mim é estranho, porque tem essa coisa que evolui muito naturalmente quando se é pequeno e está procurando uma porca para a bicicleta ou algo assim. Alguma coisa estragou e você tem que arrumar. É muito bonito porque você pode ir à rua, olhando pro chão por um par de quadras e vai encontrar muita coisa – uma alavanca, uma chave, uma porca e muitas outras coisas. E vai guardar porque entende que mesmo que não vá usar agora pode precisar mais pra frente. Esse é seu laboratório! O laboratório está nas ruas, todo espalhado pelas ruas. E essa sensibilidade se vê valorizada agora na Europa. De qualquer forma, nós continuamos aprendendo muito com o que eles estão fazendo. Hoje existe esse boom de arduino, cultura maker, DIY [faça você mesmo], instructables, etc. Eu chego a outra questão: sobre toda a comercialização da cultura DIY, que tentei tocar no texto coletivo da bricolabs sobre lowtech . Falei ali comparativamente sobre o catálogo da Radio Shack, que há 40 ou 50 anos era o mais importante pra quem queria aprender sobre rádio e coisas eletrônicas. Penso que a revista Make, que catalisa toda a cultura maker, está vindo por esse caminho. E me parece muito interessante que todo mundo esteja atuando muito com energias renováveis, com recuperar ímãs de HDs para gerar eletricidade, como o pessoal fez aí no Brasil [eu tinha mostrado pra ele esse vídeo do Peetsa]. Mas me parece delicado que através de todos esses sites, de certa forma tão light, hype e fashion, se esteja impulsionando um mero consumo desse tipo de apropriação de tecnologias. Vejo aí um choque frontal entre aquele sair à rua que falei antes e o que a gente aprende a fazer através da internet. Semana passada a gente fez uma oficina na Suíça e refletimos sobre as pessoas de lugares ditos subdesenvolvidos que têm isso como filosofia de vida – pessoas que sobrevivem e vivem e pensam e todos os dias atualizam essas práticas de apropriação na sua performatividade diária, no cotidiano. Isso é uma filosofia. Essas pessoas nunca estão interessadas no que a gente tá fazendo aqui. Hacking, modding, apropriação, conversão, nada disso. Isso é uma coisa muito importante de discutir, porque a gente tá exatamente no meio do caminho. Nenhum desses senhores que trabalham na rua arrumando carros, que têm as mãos sujas de graxa, vai se interessar por isso. Óbvio que pra gente é um prazer ir conversar com eles e compartilhar, mas… efeefe: Acho que existe um atrativo interessante para essas pessoas, que é a coisa da tecnologia. E olha isso: podemos usar o pior lado da tecnologia – o mito de estar conectado, de entrar no mundo do que as pessoas mais ricas fazem, pra atrair as pessoas. E em seguida podemos desconstruir essa ilusão e dizer: vem aqui, tu vai aprender a pegar um computador, abrir, fazer coisas com ele. E começar a informá-lo das possibilidades da tecnologia digital auxiliar suas habilidades práticas cotidianas. Não sei o caminho pra isso, mas algumas experiências já foram feitas – conversar com os mestres de culturas populares, mostrar as possibilidades das novas tecnologias. Claro que existe o risco de gerar somente mais consumidores – pessoas que querem comprar coisas, que nunca estão satisfeitas com suas vidas. Precisamos evitar isso. Mas de qualquer maneira não é justo mantê-los longe de qualquer possibilidade por medo de influenciá-los. Alejo Duque: Vem de novo a pergunta de inclusão e exclusão, sobre a qual já conversamos um pouco na rede Bricolabs. Os políticos falam em inclusão digital. E às vezes a gente percebe que a tal inclusão é uma intromissão completa na vida privada. Pensamos em trilhar o caminho da privacidade, de resguardar a intimidade, fazer com que respeitem nossos atos, nossas pegadas digitais, que se possa decidir quando nossos rastros são indexados e estudados por uma empresa de mercado e quando não. Até mais, escolher quando eu posso deixar rastros que não são verdadeiros – pensar que se alguém me persegue vou simular que vou por esse caminho mas vou por outro. efeefe: Pistas falsas. Tem a ver também com estratégias de inteligência nas pontas, e não no meio. Na vida cotidiana, nas ditaduras da América Latina, nos estados policiais, nas sociedades violentas, a gente também aprendeu a sobreviver no dia a dia e fazer rastros falsos, toda uma estratégia de sobrevivência e de privacidade. A gente tem uma noção de privacidade diferente: na Europa existe essa coisa do espaço privado, da casa de cada um. Já a gente no Brasil sempre tem convidados dormindo no sofá, o vizinho que tem a chave, a prima do interior que tá morando na sala. Isso constroi uma outra noção de privacidade, mais flexível. Alejo Duque: A gente tem que pensar em quando estamos trazendo os mestres de cultura popular, como saber que estamos fazendo uma inclusão justa ou que ela está acontecendo de forma equilibrada. Que não vá virar consumismo ou colonização, tecnoconolização – introduzir tecnologias que não deveriam ser introduzidas. efeefe: A própria ideia de inclusão já não me soa bem. Melhor é pensar que não são as pessoas que precisam se adaptar às tecnologias, em como transformar essas tecnologias para mudar a vida das pessoas. Não é que o mecânico precise enviar email ou entrar no chat, mas pensar em que tipo de tecnologia se pode desenvolver para melhorar a vida dele. Nesse sentido, a flexibilidade possível com software livre, low tech, etc, significa que se podem desenvolver novos dispositivos ou novos usos para dispositivos que já existem, especificamente para aquele cara. Então acho que é uma perspectiva que é um trabalho muito mais pesado do que tudo que já foi feito: desenvolver múltiplas tecnologias, e não só incluir. A mera inclusão, conceitualmente, sempre chega em um ponto em que não é mais necessária. Alejo Duque: Em Medelín temos um problema estrutural. Vocês no Brasil têm uma estrutura muito maior e mais forte. Nossos grupos sao mais nômades, têm que ir de um lugar a outro com o hackerspace porque não há um lugar fixo. É muito dificil. Existem poucos lugares bons aonde ir. Por exemplo a Casa Três Pátios, centro para residências de artistas, onde estão muito interessados em uma aproximação da arte tradicional com a tecnologia. Temos que resolver nossos problemas estruturais para poder operar, e então ser capazes de abrir um espaço para ser hospitaleiros e trazer outras pessoas para gerar intercâmbios. É um metodo de trabalho que depende 100% desse tipo de interação e fluxo de informacao. Senão não o faríamos, estaria cada um em sua casa trabalhando pela internet. efeefe: Ah, então uma questão importante: qual é a relevância de ter espaços para essas coisas? Por que as pessoas precisam de espaços e não trabalham cada um em sua casa? A ideia comum dos medialabs é de que havia tecnologias que não eram acessíveis às pessoas, e havia a necessidade de uma grande estrutura para pagar por acesso, computadores, câmeras. Quando isso vai mudando, ficando mais acessível e há ainda toda a possibilidade de trabalhar com computadores usados, qual o motivo de as pessoas ainda quererem se encontrar e compartilhar espaços? Não é somente compartilhar informação, que é possivel por email e skype, é? Alejo Duque: O primeiro é uma coisa natural, que é o aspecto humano. Precisamos estar em grupos. É uma coisa bonita que se vê com alguns garotos que vêm ao grupo trabalhar. São dropouts, um pouco deslocados, que não se enquadram, não encaixam. Têm problemas com os grupos a que pertencem no colégio, na universidade, na carreira que estão seguindo. Problemas com o próprio sistema da Universidade, não conseguem cumprir horários e tarefas. Mas são muito bons. Fazem tudo de sua própria maneira, resolvem de maneira 100% criativa! E ali encontram um grupo com o qual podem experimentar, compartilhar. Encontram um grupo, o que é fundamental. O segundo, é quando alguém tem um problema operacional para resolver. Por exemplo, alguém que quer fazer uma obra interativa, com sensores, que quer passar uma mensagem para o mundo, essas coisas. Talvez tenha o computador, encontrou documentação na internet, mas o cara não sabe como fazer a parte eletrônica. É um pouco triste, porque existe um nível em que as pessoas vêm ao grupo para se utilizar do grupo, para seus fins pessoais. Por isso mesmo, uma das tarefas do grupo é trabalhar para que tudo seja entendido como um projeto de colaboração, e você sabe como isso é complexo e difícil. efeefe: Não achas que aqueles techs que têm a visão mais fechada na coisa eletrônica, por exemplo, não podem também aprender com os artistas? Há um diálogo, ou então: o que podemos fazer para existir mais diálogo? Alejo Duque: É uma situação que gera uma maravilha de interação. A palavra arte é uma que não usamos. De fato eu sou o único que teve uma formação em escola de arte. Só usamos essa palavra como piada, para rir. Para dizer “estamos fazendo arte” e brincar de tudo que significa essa história de arte. Porque sabemos bem que não queremos participar dessas economias de galeria, curadoria e exposição. É um grupo que tem muito mais gente da engenharia do que da arte. Eles gostam muito de poder sair da caixa de números e produção. Para eles é uma troca. Há diferentes maneiras de fazer e contribuir. E nós que somos artistas aprendemos muito porque os garotos têm um conhecimento e uma metodologia de trabalho muito avançada. Outra coisa que falamos é que o movimento do software livre é 50% do caminho ganho. Porque todos temos muito claro que estamos dando, entregando. Não há um problema de autoria, não é começar do zero. efeefe: Que tipo de de estratégias se pode pensar para os grupos nômades? Para que possam compartilhar os espaços, o tempo de uso dos espaços de maneira efetiva, sem perder a flexibilidade e agilidade que têm enquanto grupos nômades? Porque existem muitas vantagens no nomadismo. E ainda, muitas estruturas existem e fazem suas próprias programações. Como conectar as estruturas e pôr no meio do caminho os grupos nômades que podem fazer o papel de informantes entre os espaços diferentes, o papel de hermes/mercúrio? Alejo Duque: Das abelhas… efeefe: Isso, das abelhas. Os informantes, as abelhas, já trabalham. Agora queremos criar estratégias para dar suporte a essas pessoas que cumprem essa função. Porque a institucionalidade sempre se preocupa principalmente em criar estruturas de acesso, e o que a gente está propondo no eixo redelabs é que já existem dezenas dessas estruturas. Então a pergunta é não somente como apoiar essas estruturas que já existem mas também como apoiar as coisas que existem entre as estruturas. Como criar estratégias que façam a conexão entre as estruturas. Alejo Duque: É uma pergunta maravilhosa, que tem a ver com o que eu comentei antes: como definir o que são laboratórios em rede? Isso se liga muito bem à situação que temos. Em Medelín existe uma organização que se encarrega de usar parte dos lucros das empresas locais para traçar os caminhos para daqui a 25, 50 anos. São os que estão planejando o que vai acontecer estrategicamente com as pessoas que vivem na cidade. Conversei com o vice-presidente dessa organização. Eles vêm fazendo coisas interessantes. Estão muito preocupados porque não têm ideias novas, não encontram novas maneiras de fazer as coisas. Tiveram um momento de êxito, fizeram capitais enormes e hoje estão assustados porque estão saindo essas makerbots, repraps [impressoras 3D] se replicando por toda parte. Quem tinha a empresa para fazer injeção de plástico tem que estar um pouco assustado, porque daqui a pouco todo mundo vai fazer isso em casa. Então eles ainda têm poder, têm muito dinheiro e querem pesquisar, fazer P&D. E sabem que precisam desses grupos pequenos que operam por aí a partir das redes, que são rápidos e ágeis, que têm uma velocidade que eles nunca poderiam alcançar. Eles querem organizar essas conferências, oficinas. Então talvez respondendo à tua pergunta: eles estão trabalhando através dessas oficinas realizadas no Museu de Ciências, em um espaço para comunidades. O grupo do Hackerspace vai lá e realiza oficinas de streaming, que também realizam no Museu de Arte Moderna. Dois públicos diferentes, um na comunidade e outro de gente que se aproxima do Museu. E também o fazem com o pessoal de 3D rendering, que certamente conhece o Blender, que é software livre, mas não sabem muito sobre outras possibilidades para compartilhar informação entre eles, e o steaming poderia ser útil. É assim que estamos operando na colombia, em Medelín particularmente. O Hackerspace está recebendo por essas oficinas, que paga seus custos. efeefe: Existe um perigo aí que já passamos no Brasil, e começamos a mudar: a apropriação. As pessoas que têm poder e dinheiro chamam os hackers e ativistas a trabalhar como técnicos para projetos conceituais, que no fim das contas vão dar muito mais dinheiro para os financiadores. Agora a gente tá pensando em mecanismos oficiais para equilibrar a equação, para que as pessoas não tenham que vender suas almas para as instituições locais. Criar ferramentas que permitam que os coletivos autogestionados mantenham o controle sobre suas coisas e que tudo seja compartilhado. Uma possibilidade é criar mecanismos oficiais, e o governo entra como órgão para equilibrar: tudo vai ser em licença livre, não se fala mais nisso. Equilibrar a relação entre os coletivos que têm potencia e agilidade, e as instituições que têm estrutura e dinheiro. É uma coisa de desenvolver um novo modelo de relação entre as instituições e as pessoas/coletivos. Alejo Duque: Uma última coisa: estávamos falando sobre se incluímos ou não quem costumava nos excluir antes? efeefe: Acho que a rede tem essa coisa de que a generosidade traz mais resultados do que seu oposto. Mas acho que depende muito do contexto.Alejo Duque
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felipefonseca posted a photo:
Foto atrasada: Alejo Duque durante o aperocodelab do Interactivos/Labtolab no Medialab Prado, em Junho.
pozimi - mutsaz inverno
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Acabei de mandar essa mensagem na lista da MetaReciclagem:
alô bandos
(quem quiser, encaminhe essa mensagem pra outras listas e redes)
daqui a algumas semanas vai ser blogagem coletiva pra coletar material pro mutsaz inverno [1],[2]. pra quem não sabe o que é, o mutsaz é uma publicação online periódica ("mutirão sazonal") que a gente publica a cada fim de estação, com textos e imagens produzidos por todo mundo que quiser participar. o formato é bem aberto - em um período selecionado, quem quer participar publica sua colaboração em qualquer blog, sistema de publicação ou de compartilhamento de imagens, e informa a gente através do wiki, da lista, twitter, chat ou como preferir. depois, a gente seleciona e edita os melhores textos para incluir no mutsaz da estação.
pozimi é a musa do inverno, estação que representa um certo recolhimento, em que a gente se encasula para entender melhor quem é e como se posiciona no mundo. reflexão profunda, análise, algum distanciamento. quando a gente se recolhe da rua para depois voltar à vida na primavera. queremos aproveitar esse ritmo (por mais que não faça sentido em grande parte do Brasil, mas enfim) pra pedir colaborações que tentem aprofundar melhor ações correntes ou passadas.
apesar do que a gente falou lá no wiki, acho que as circunstâncias permitem que façamos algumas sugestões de pauta (totalmente ignoráveis, de qualquer forma) - principalmente porque houve um monte de conversas interessantes aqui na lista nos últimos tempos. lembrando de cabeça:
* sustentabilidade
* arte & tecnologia (e os mundinhos fechados que "nos" excluem)
* pedagogia libertária
* política nacional de resíduos sólidos
* cooperativas e outras formas de formalização do trabalho
mais sugestões?
ainda temos, claro, aquelas sugestões de temas sempre presentes (conhecidas como "as dúvidas eternas"):
* o que é a MetaReciclagem?
* pra quê ela existe?
* quem somos "nós"? quem são "elxs"?
* 42 mesmo? [3]

